TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO CONGRESSO DE 2022

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Os Novos anos 20:
Desafios, Incertezas e Resistências
The New 20s:
Challenges, Uncertainties and Resistances

O VIII Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) irá decorrer em Évora em setembro de 2022, num momento que – desde aqui e agora – desejamos que seja distinto deste que hoje vivemos.
A pandemia, que reconfigurou as vidas e as práticas sociais de todas e todos, acentuou dúvidas e incertezas, trouxe receios e apreensões, tornou mais necessária a compreensão e o entendimento do que se está a passar. Questionámos a sustentabilidade do planeta, o equilíbrio na relação entre humanos e não-humanos (ou a sua falta); confirmámos a precariedade de tantas vidas, o colapso de tantos sistemas de saúde; discutimos o controle dos Estados sobre as nossas rotinas, os nossos corpos, fez-nos descobrir insuspeitas dimensões do viver.
Agora queremos virar a página.
Os novos anos 20 são isso mesmo: pensar que, nas cinzas de uma década que chegou ao fim, há uma nova à porta – tímida, é certo – mas cheia de desafios.
Que expectativas construímos para o futuro? O que receamos, enquanto antropólogas/os, nas políticas públicas, nas necessidades e carências das comunidades, nos direitos adquiridos? Quais os caminhos a percorrer na reconfiguração de conceitos como normalidade, rotina, espaço privado, espaço público? E, como não podia deixar de ser, as resistências e incertezas que daqui decorrerão.
Neste VIII Congresso, esperamos sinais e hipóteses de trabalho. Podemos sempre continuar a observar, ouvir, registar e (re) agir. O que mais podemos fazer, enquanto antropólogas/os engajados com o mundo e a(s) sociedade(s) em que vivemos e trabalhamos?

The New 20s: Challenges, Uncertainties and Resistances

The 8th Congress of the Portuguese Anthropological Association (APA) will take place in Évora in September 2022, at a time that we hope will be different from the one we live in today.
The pandemic, which reconfigured our lives and social practices, accentuated doubts and uncertainties, brought fears and apprehensions, and reinforced the need to understand what is happening in the world. We questioned the sustainability of the planet, the balance in the relationship between humans and non-humans (or lack thereof); we confirmed the precariousness of life, the collapse of health systems; we discussed the control of States over our routines, our bodies, and this made us discover new dimensions in our lives.
Now we want to turn a new page.
The new 20s are just that: to think that, in the ashes of a decade that has ended, there is a new one at the door – timid, to be sure – but full of challenges.
What expectations do we build for the future? What do we fear, as anthropologists, in public policies, in the scarcities and needs of the communities, in acquired rights? What paths do we take in the reconfiguration of concepts such as normality, routine, private and public space? Which resistances and uncertainties will emerge in the coming years?
In this 8th Congress, we await signs and working hypotheses. We can always continue to observe, listen, record and (re)act. What else can we do as anthropologists engaged with the world and the society(ies) in which we live and work?

 

VIII CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA
Évora, 6-9 Setembro 2022
8th CONGRESS OF THE PORTUGUESE ANTHROPOLOGICAL ASSOCIATION
Évora, 6-9 September 2022

 

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