Ep. 341 Catarina Frois – A vida entre grades em Portugal é sobrelotada e sem vista para a liberdade.
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Sobrelotadas, violentas, com falta de pessoal e com falhas na implementação de políticas de reinserção social. Foi este o cenário que Catarina Frois encontrou na sua análise.
“O facto de visitarmos prisões no Porto, em Lisboa ou em Coimbra, em Leiria e em Odemira, permitiu vermos que existem diferenças não só em termos dos estabelecimentos prisionais diferenças em termos da forma como os reclusos vivem o seu tempo de privação de liberdade mas também diferenças importantes nas trajetórias de vida e familiares e comunitárias tanto de homens como de mulheres, e da relação do interior e do exterior da prisão”, sustenta.
“No fundo quis conhecer como se vive a experiência não só do encarceramento mas também do crime na vida das pessoas porque o crime não afeta só as vítimas, mas afeta também os autores do crime, as famílias e a comunidade”, acrescenta.
Os resultados deste estudo antropológico deu já origem a dois livros, sendo “Mulheres condenadas: histórias de dentro da prisão”, o título mais recente, editado pelas Edições Tinta-da-China em 2017.

