Próximos seminários do GI Identidades, Culturas e Vulnerabilidades, com o tema “Variações cristãs e ocultistas do Norte (Islândia, Ilhas Faroé) até ao Sul (Cabo Verde, Portugal): proposta para uma antropologia do ‘ser atuado’”

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Título: “Variações cristãs e ocultistas do Norte (Islândia, Ilhas Faroé) até ao Sul (Cabo Verde, Portugal): proposta para uma antropologia do ‘ser atuado’”.

A sessão será no dia 3 de Maio, estará a cargo de Christophe Pons.

Resumo: É possível “não ser eu”, no sentido de “não ser o autor dos atos e pensamentos de que sou ator”? Esta questão é problemática. Por um lado, ela opõe-se ao senso comum de acordo com o qual hoje a norma ética, moral e política é “seja você mesmo”. Por outro lado, supõe uma possibilidade de “ausência de si” que é contrária ao quadro naturalista que ainda domina nas ciências sociais. Através de um ensaio comparado sobre variações religiosas – cristãs e ocultistas – relativas a etnografias do Norte (Islândia, Ilhas Faroé) e do Sul (Portugal, Cabo Verde) do hemisfério norte, proponho como hipótese que “ser atuado” / “ser outro” possa constituir o fundamento de uma antropologia do sujeito.

Nota biográfica: Christophe Pons é antropólogo, directeur de recherche no CNRS, e vice-diretor do Idemec (Institut d’ethnologie méditerranéenne, européenne et comparative) em Aix-en-Provence. Tem trabalhado sobre diversas formas religiosas (espiritismo, ocultismo, protestantismo, catolicismo, bruxaria e possessão) em sociedades nórdicas (Islândia, Ilhas Faroé), em Cabo Verde e em Portugal. Os seus trabalhos destacam a importância do misticismo nas religiosidades modernas. É autor de 7 livros e mais de 40 artigos e dirigiu vários projetos de pesquisa sobre as transformações de identidades cristãs entre denominações neopentecostais, misticismos, conversão religiosa e subjetividades. Desde 2018, dinamiza um projeto colaborativo internacional acerca da subjetividade na crença, com estudos de caso sobre feitiçaria, conversão e “obsessão” / “possessão” enquanto instâncias de “ser atuado”, de não agir por si mesmo. No âmbito deste projeto, realiza trabalho de campo em Lisboa desde setembro de 2018.

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