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Clara Saraiva, Simone Frangella, Irene Rodrigues (Orgs.), 2016, Movimentos, Espíritos e Rituais: Gestões da Morte em Cenários Transnacionais. Lisboa: Imprensa de Ciências Socias.
Resumo:
Como é que se morre em movimento? E como é que se recriam lugares de pertença a partir dessa morte em movimento? Numa sociedade ocidental em que a morte se tornou um tabu, e que é pensada como algo que só acontece aos outros, este distanciamento face ao último rito de passagem da vida pertence à esfera do mito e do preconceito – a suposta invisibilidade da morte. Mas a morte levanta questões que se prendem com a mobilidade dos indivíduos mas também com a criação de lugares de pertença e de ligação com os espaços de origem.
Num mundo globalizado, como morrem os imigrantes, sempre em movimento entre os seus países de origem e os seus destinos migratórios? Nos vários capítulos deste livro analisam-se os níveis múltiplos que a morte toca, desde os mais simbólicos aos mais práticos. A morte é uma dimensão onde a abordagem transnacional é obrigatória – juntamente com o debate crítico sobre o sentido do «transnacional» e as suas características multifacetadas – já que encerra uma intensa circulação, não apenas de bens materiais e riqueza, mas também de universos significativos e simbólicos que circulam juntamente com os bens e as pessoas: o corpo, mas também os espíritos e as relações com o outro mundo que as pessoas trouxeram para a diáspora.
Notas biográficas:
Clara Saraiva é investigadora do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e do CEC-FLUL. Pesquisa conceções da morte e rituais funerários e dirigiu o projeto FCT «A invisibilidade da morte entre as populações migrantes em Portugal».
Simone Frangella é antropóloga, investigadora de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais (ICS-ULisboa). Tem pesquisado as territorialidades urbanas, e os fenómenos migratórios transnacionais.
Irene Rodrigues é antropóloga, professora auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP-ULisboa). Tem pesquisado sobre migração chinesa em Portugal e na China.

