[os sócios da APA beneficiam de 30% de desconto em todos os títulos da Imprensa de Ciências Sociais]

Sustentabilidade: Primeiro Grande Inquérito em Portugal
Luisa Schmidt, Mónica Truninger, João Guerra, Pedro Prista
ISBN: 978-972-671-491-0
Ano de publicação: 2017
Resumo:
Este livro resulta do primeiro grande inquérito realizado à escala nacional sobre o tema da sustentabilidade. As ruturas ambientais e sociais resultantes do modelo de crescimento económico prevalecente têm-se feito sentir de forma progressiva em todo o mundo nos últimos anos, sobretudo a partir da crise financeira mundial de 2008, com particulares repercussões em Portugal entre 2011 e 2014. Nunca os valores da sustentabilidade foram tão decisivos e nunca estiveram em situação tão crítica como agora. Trata-se de procurar a transição para modelos de economia mais inteligentes que garantam políticas de regeneração e de desenvolvimento construtivas não só do ponto de vista económico, como ambiental, social, político e ético. Portugal é um laboratório fascinante nesta matéria por ter atravessado, nas últimas quatro décadas, mudanças rápidas com impactos na vida quotidiana dos cidadãos. O livro leva-nos a conhecer modos de vida e hábitos de consumo dos portugueses, identificando áreas onde se tornam prioritárias ações de informação, sensibilização e mobilização e fornecendo pistas para definir estratégias de atuação no sentido de um desenvolvimento sustentável assente numa relação mais equilibrada entre sociedade e natureza.
Autores:
Luísa Schmidt, socióloga, é investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, coordenadora do Observa e membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS).
Mónica Truninger, socióloga, é investigadora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, membro da equipa do Observa e do Grupo de Investigação em Ambiente, Território e Sociedade do ICS, Universidade de Lisboa.
João Guerra, sociólogo, é investigador de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, membro da equipa do Observa e do Grupo de Investigação em Ambiente, Território e Sociedade do ICS, Universidade de Lisboa.
Pedro Prista, antropólogo, é professor auxiliar do ISCTE-IUL, membro do CRIA-ISCTE-IUL, investigador associado do Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa e membro fundador do Observa.

O Arqueólogo Cordial: A Junta Nacional de Educação e o Enquadramento Institucional da Arqueologia Portuguesa durante o Estado Novo (1936-1974)
Rui Gomes Coelho
ISBN: 978-972-671-486-6
Ano de publicação: 2018
Resumo:
O Estado Novo, uma ditadura de cariz fascista, foi marcado pelo corporativismo. De acordo com os seus princípios, a nação correspondia a uma sociedade organicamente hierarquizada que o Estado deveria espelhar e regular através das suas instituições. A Junta Nacional da Educação veiculou a atitude corporativa e foi instituída de forma a representar cada grupo de agentes culturais no país, incluindo organizações que promoviam investigação arqueológica. Paralelamente à criação da Junta, o Estado tomou uma série de iniciativas legislativas em torno do património cultural, através das quais procurou envolver todos os que nele estivessem interessados. Assim, o Estado patrocinou uma comunidade arqueológica inspirada pelo mito corporativo e articulada por uma economia de afetos que teve consequências de longa duração. Tudo isso correspondeu à emergência do «arqueológo cordial», o arqueólogo cujo coração governou tanto a sua vida pessoal como os seus projetos. De modo a explicá-lo, analisamos legislação e documentação associadas às atividades da Junta, assim como debates, conversas e histórias produzidas entre arqueólogos no decurso de cerca de quarenta anos.
Autor:
Rui Gomes Coelho é arqueólogo e trabalha no programa de Cultural Heritage and Preservation Studies do Departamento de História de Arte de Rutgers University, Estados Unidos. Formou-se na Universidade Nova de Lisboa como arqueólogo e historiador, tendo aí obtido a licenciatura (2005) e o mestrado (2010). Fez o doutoramento (2017) em Antropologia em Binghamton University, Estados Unidos. Dedica-se à arqueologia moderna e contemporânea, à história social da arqueologia e aos estudos críticos do património

O Regresso dos Mortos: Os Doadores da Misericórdia do Porto e a Expansão Oceânica (Séculos XVI-XVII)
Isabel dos Guimarães Sá
ISBN: 978-972-671-485-9
Ano de publicação: 2018
Resumo:
Este livro narra um conjunto de micro-histórias de doadores que beneficiaram a Misericórdia do Porto a partir dos territórios da expansão ibérica, ou que, testando a partir da cidade, revelam contactos com os mundos transoceânicos. Centrada nos séculos XVI e XVII, a análise visa dois objetivos principais: compreender as transformações das estruturas familiares operadas pela emigração para os impérios ibéricos, e o modo como a cultura material dos portuenses foi afetada pelo consumo de objetos e substâncias de proveniência colonial. Reflete-se sobretudo sobre os processos de conversão de diferentes géneros de bens (terra, casas, objetos, dinheiro) em bens de natureza espiritual destinados à salvação da alma.
Autora:
Isabel dos Guimarães Sá doutorou-se em 1992 no Instituto Universitário Europeu (Florença) e exerce atualmente as funções de professora associada com agregação no departamento de História da Universidade do Minho. Integra ainda o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da mesma universidade. Os seus temas preferenciais de investigação incidem sobre a história social e religiosa de Portugal e do seu império entre os séculos XVI e XVIII.
