[novo artigo] “A Pentecostalização de Povos Tradicionais na Amazônia: aspectos conceituais para uma Antropologia de identidades religiosas” (Donizete Rodrigues)

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Foi recentemente publicado o artigo de autoria de Donizete Rodrigues, sócio da APA, (com Manoel Ribeiro de Moraes) intitulado “A Pentecostalização de Povos Tradicionais na Amazônia: aspectos conceituais para uma Antropologia de identidades religiosas”.


Rodrigues, Donizete & Moraes, Manoel Ribeiro de (2018). “A Pentecostalização de Povos Tradicionais na Amazônia: aspectos conceituais para uma Antropologia de identidades religiosas”. Revista Horizonte, v. 16, nº 50, maio/ago, pp. 900-918. Indexação ISI-Web of Science, Capes-Qualis A1.

Resumo

Este artigo é um trabalho de enquadramento conceitual, que suporta pesquisas etnográficas que enfocam a presença e a dinâmica religiosa do protestantismo-pentecostalismo na Amazônia. A hipótese que estofa epistemologicamente este texto – e os projetos antropológicos já em andamento e futuros – formula a ideia de que o aspecto étnico-cultural “caboclo”, como ‘tipo ideal’ (no sentido weberiano), é um factor crucial nas dinâmicas evangélicas nesta região. Esta construção conceptual está presente, entre outros, em teóricos como Eduardo Galvão, Heraldo Maués, Angélica Mota Maués e João de Paes Loureiro – estudiosos da cultura amazônica. O objetivo é estudar as dinâmicas históricas e registrar, etnograficamente, as manifestações de movimentos missionários, de igrejas (neo)pentecostais e também de grupos menos institucionalizados, materializadas no forte processo de conversão e evangelização de comunidades tradicionais (indígenas, ribeirinhos, caboclos e populações peri-urbanas). O foco é analisar o impacto destas expressões religiosas em diversos tipos de grupos socioculturais amazónicos e de que forma estas comunidades, agora convertidas, ressignificam, criam e desenvolvem novas expressões do sagrado, formando o que estamos a denominar de ‘pentecostalismo caboclo’.

Palavras-chave

etnogênese; pentecostalismo caboclo; missões evangélicas; pajelança; Amazônia

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DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2018v16n50p900-918

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