CAMINHAR COMO MÉTODO DE PESQUISA:
O MÉTODO DOS ITINERÁRIOS
20, 21 e 22 de fevereiro de 2020
Laboratório Audiovisual do CRIA
Sala AA1.26, Ala Autónoma, Iscte
Inscreva-se online através do formulário de inscrição
até 13 de fevereiro de 2020
APRESENTAÇÃO
Este curso tem o objetivo de apresentar os fundamentos metodológicos de uma abordagem qualitativa de pesquisa: o método dos itinerários. Este método não é apenas uma ferramenta, mas permite levar em conta realidades e escalas que, habitualmente, ou escapam à observação ou são eliminadas no estado da análise.
O curso propõe uma abordagem do acto de caminhar como método integrado e interdisciplinar para captar a experiência territorial das pessoas (em particular nos territórios urbanos) mas também em refletir sobre os espaços caminháveis e aqueles que se interditam ou dificultam acessos e ainda sobre o caminhar como ato de resistência e assimilação estético-sensorial do território (em particular, da cidade).
CALENDÁRIO E LOCAL
Datas: 20, 21 e 22 fevereiro 2020
Duração: 3 sessões (3 dias) quinta e sexta (18h-21h) e sábado (10h-16h)
Total/horas: 12h
Local: Laboratório Audiovisual do CRIA (sala AA1.26 do Iscte) e saída de campo
PÚBLICO-ALVO
Investigadores/as e estudantes da área da antropologia, estudantes e profissionais das ciências sociais e humanidades e interessados /asem geral.
INSCRIÇÕES
> mínimo 10 | máximo 20 + 3 bolsas
> bolsas – Serão oferecidas 3 bolsas a estudantes de Mestrados ou Doutoramentos em Antropologia das universidades associadas ao CRIA mediante apresentação de comprovativo de matrícula, CV e de carta de motivação enviados para cria@cria.org.pt (máx. 300 palavras). A bolsa dispensa pagamento do valor da inscrição. As bolsas serão atribuídas após processo de seleção por júri composto pela equipe docente e pelo coordenador do Laboratório de Audiovisuais do CRIA-IUL.
> o período de inscrições decorre até ao dia 13 de fevereiro de 2020.
PREÇOS
> Investigadores(as) do CRIA, estudantes de antropologia dos polos CRIA e demais estudantes do ISCTE-IUL – 50€
> Público em geral – 60€
ORGANIZAÇÃO DAS SESSÕES
DIA 1 quinta-feira | 20 FEV | 17h > 20h
Apresentação do método e suas adaptações
As pesquisas de Jean-Yves Petiteau, autor do método.
Pesquisa com Jovens: Trajetórias de vida e itinerários de jovens de periferia numa cidade média, Campos dos Goytacazes, Norte fluminense.
A cartografia e a imagem como ferramentas de restituir dos dados (apresentação de um documentário etnográfico: Margem da linha, o meu lugar)
DIA 2 sexta-feira | 21 FEV | 17h > 20h
Exemplos de pesquisas empíricas com uso do método de itinerários.
Itinerários: alguns olhares etnográficos em pesquisas sobre migrações e mobilidades urbanas, o “saber circular”
Pesquisar a cidade com grafiteiros, itinerários Brasil /Chile
Urban Hitchhicking (Laura Jantti e Tuuli Malla, Helsínquia) e “Terrain Vague” (Francesco Careri)
DIA 3, sábado, 22 FEV | 10h > 16h
Caminhada na cidade*. Exploração prática do método.
Reflexões finais. Balanço do curso.
* É recomendado o uso de calçado confortável.
BIBLIOGRAFIA
BEAUD, S.; WEBER, F. (2007). Guia para a pesquisa de campo: produzir e analisar dados etnográficos. Petrópolis: Vozes.
BECKER, Howard S. (2007). Segredos e Truques da Pesquisa. Editora Zahar, Rio de Janeiro.
BOURDIEU, Pierre. (2002). A ilusão biográfica. In: AMADO, J.; FERREIRA, M. de M. (Orgs.). Usos e abusos da história oral. Trad. Glória Rodríguez, Luiz Alberto Monjardim, Maria Magalhães e Maria Carlota Gomes. 5a ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, pp. 183- 191.
CARERI, Francesco (2013)2002 Walkspaces. O Caminhar Como Prática Estética, 1ª Edição, Barcelona, Gustavo Gili.
FORTUNA, Carlos (2018) «Caminhadas urbanas, com-vivências inesperadas », e-cadernos ces [Online], 29 | 2018, colocado online no dia 15 junho 2018, consultado a 08 novembro 2018. URL: http:// journals.openedition.org/eces/
GOLDENBERG, Mirian (1997). A arte de pesquisar. Editora Record.
INGOLD, T.; VERGUNS, J. L. (2008), Ways of Walking: Ethnography and Practice on Foot. Hampshire, Burlington: Ashgate.
MENEZES, M.; MATEUS, J. D. (2015), “Por uma cultura do caminhar antes de planear as áreas suburbanas: (re)pensando as práticas de planeamento e intervenção”, in Marques, C. A. (org.), Planeamento Cultural Urbano em Áreas Metropolitanas. Lisboa: Caleidoscópio, pp. 241-251.
PETITEAU, Y; PASQUIER, E. (2001). La méthode des itinéraires: récits et parcours In: GROSJEAN, M., THIBAUD, J.-P. (org.), L’espace urbain en méthodes. Parenthèses; Marseille, pp.63-78.
REGINENSI, Caterine, FARIAS, Carine Lavrador de. (2018). Um projeto social e suas práticas juvenis: sociabilidades, trajetórias de vida e itinerários de jovens de periferias, Anais da Reunião Brasileira de Antropologia.
REGINENSI, Caterine (2017). Como praticar etnografia nas margens e fronteiras das cidades?; Revista do núcleo de antropologia urbana da USP; Ponto Urbe 20.
TACHI, Jo, SLATTER, DON. Etnographic Action Research UNESCO, New Delhi, pp.61-76. http://eprints.qut.edu.au/
COORDENAÇÃO
Caterine Reginensi, antropóloga, Professora Titular Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF – Brasil), investigadora do CCH/LEEA (Toulouse, França)
Professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política e Políticas Públicas da UENF
Paulo Raposo, antropólogo, Professor Departamento de Antropologia do ISCTE-IUL e investigador do CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia)
Equipa de apoio: Emiliano Dantas e Filipe Ferraz
ORGANIZAÇÃO
Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA)
CONTACTOS
CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia
Avenida das Forças Armadas, Ed. ISCTE-IUL
1649-026 Lisboa
Tel (+351) 210 464 057.
E-mail: cria@cria.org.pt.
Website: www.cria.org.pt
