17 junho 2021 | SILENCED HERITAGES Língua, ideologia e identidade na diáspora portuguesa de Nova Inglaterra | Webinar

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SILENCED HERITAGES
Língua, ideologia e identidade na diáspora portuguesa de Nova Inglaterra


17 junho 2021 | 14h30 – 16h30 GMT | Online
Transmissão Zoom –  https://videoconf-colibri.zoom.us/j/81281743618
ID da reunião: 8128 1743 618

Abstract
EN: New England has been one of the major migratory destinations for the Portuguese, predominanetly  from the Azores,  who first began arriving over 150  years ago. Their destitations included multicultural and multilingual metropolitan areas, such as the Boston area. It is therefor not surprising, that a linguistic contact variant, heavily influenced by the Portuguese spoken on the island of São Miguel has consolidated in this region, and is a product of multiple and quite complex generational, local and transnational interactions. Many descendants of these Portuguese, existing  in these Portuguese-speaking communities, enroll in Portuguese language courses, as a way of developing their bi or plurilingual sociolinguistic identity. They are however faced with a teaching model of ‘Portuguese as a foreign language’ void of connection with to its local realities, and worse, with are presented with an attitude of stigmatizing devaluation of the variant that is familiar to them, resulting in many of these heritage learners to  disengage from such courses. This is the starting point for a reflexive analysis of the sociolinguistic tensions that permeate the teaching of European Portuguese in diasporic contexts, tied to a strong ideology of a single, standard language – monocultural, monolingual, classist, nationalist and even neo-colonial – which does not recognize the local variants as legitimate, and thereby rejecting the internal diversity of Portuguese as a constituent of the sociolinguistic heritage of ’emigrant’ communities.

PT: Nova Inglaterra tem sido um dos principais destinos migratórios para portugueses, oriundos sobretudo dos Açores que se têm instalado, ao longo de mais de 150 anos, nalgumas das suas principais cidades e áreas metropolitanas multiculturais e multilingues, como é o caso de Boston. Não surpreende, pois, que uma variante linguística de contacto, influenciada pelo português micaelense, se tenha consolidado nesta região, fruto de múltiplas e complexas interações geracionais, locais e transnacionais. Parte dos descendentes destes portugueses, socializados nestas ‘comunidades de fala portuguesa’, inscrevem-se em cursos de língua portuguesa, como forma de desenvolver a sua identidade sociolinguística bi ou plurilingue. No entanto, deparam-se com um modelo de ensino do ‘Português como língua estrangeira’ sem qualquer conexão com a realidade local desta língua e, pior, com uma atitude de desvalorização estigmatizante da variante que lhes é familiar, o que leva muitos destes ‘heritage learners’ a desistirem destes cursos. Este é o ponto de partida de uma análise reflexiva sobre as tensões sociolinguísticas que perpassam o ensino do português-europeu em contextos diaspóricos, preso a uma forte ideologia de língua única/standard – monocultural, monolingue, classista, nacionalista e até neocolonial – que não reconhece como legítimas as variantes locais, recusando a diversidade interna do português como constituinte do património sociolinguístico das comunidades ‘emigrantes’. 

 

 

 

INTERVENÇÕES

 

Giuseppe Formato
Lesley University (Cambrigde, MA) e CIES-Iscte
Associated researcher at CIES-Iscte, where he is currently conducting his postdoctoral research. He is also a senior lecturer at Lesley University. He previously served as fellow at the Camões Institute in Boston through its Fernão Mendes Pinto program. He has been an invited speaker to Emmanuel College, the Harvard Extension School, and the University of Massachusetts. He has published scholarly journals and presented at conferences in both Europe and North America. His areas of research interests include critical pedagogy, education, foreign language acquisition, and language ideologies. 

 

 

Graça Índias Cordeiro
Iscte e CIES-Iscte
Antropóloga e professora associada no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa. Lisboa tem sido o seu principal terreno de estudo, mas nos últimos anos tem feito investigação sobre a construção do label “Portuguese speaker” na área de Boston, numa perspetiva etnográfica e sociolinguística. Foi neste contexto de pesquisa que conheceu e começou a colaborar com Giuseppe Formato, na pesquisa sobre os usos e representações da língua portuguesa na área de Boston.  

 

 

 

 

Língua do encontro:
Português e Inglês

Coordenação:
Inês Lourenço (CRIA-Iscte)
Liliana Azevedo (CIES-Iscte)
Raquel Carvalheira (CRIA-NOVA FCSH)
Vera Rodrigues (CIES-Iscte) 

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